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A Força Mística dos Metais - Baçan | Alquimia, Alquimistas, Conhecimentos, Pelos, Assunto | ::: Caminhos do Conhecimento :::
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A Força Mística dos Metais - Baçan Imprimir E-mail

                       A FORÇA MÍSTICA DOS METAIS


                                                            Autor : Lourivaldo P. Baçan
                                               CRÉDITO À CASA DO MAGO  DAS LETRAS
                                                            
                                         





                                     Direitos
exclusivos para língua portuguesa:
                                             Copyright © 2007 L P Baçan
                                                  Pérola — PR — Brasil
                                    Edição do Autor. Autorizadas a reprodução e
                                  distribuição gratuita desde que sejam preservadas
                                         as características originais da obra.




Há alguns anos atrás, um técnico foi chamado para consertar algumas infiltrações nas paredes de uma antiga biblioteca, de uma instituição muito famosa e reconhecida mundialmente.


Para corrigir o problema, tiveram que remover algumas estantes e antigos manuscritos foram retirados e espalhados cuidadosamente pelo andar, enquanto o conserto era executado.

Quis o destino que o técnico chamado para o conserto fosse, também, um estudioso de
assuntos esotéricos nas horas vagas. Dentre todos aqueles volumes espalhados e cobertos com plástico transparente, alguns livros lhe chamaram a atenção pelos emblemas que traziam na capa.


Nos dias que se seguiram, ele se dividiu entre o trabalho de efetuar os reparos encomendados e fotografar, com uma microcâmera, aqueles volumes que lhe haviam chamado a atenção. O nome desse técnico e o da instituição jamais foram mencionados publicamente.


Sabe-se, porém, que  cópias dessas  fotografias, contendo um compêndio sobre alquimia, o segundo escrito pelo famoso Zózimo, o Pomopolita, médico árabe que viveu em torno do século VIII d.C., foram espalhadas para alguns estudiosos do assunto, que se debruçaram sobre elas, procurando traduzi-lo.


Interessantes revelações foram sendo feitas a respeito da Alquimia e de sua aplicação prática, inclusive uma nova abordagem a respeito das influências a que são submetidos os seres vivos na face da Terra, a Metalologia, algo parecida com a Astrologia em alguns aspectos, mas completamente diferente em outros, pois situa essa influência a partir do próprio núcleo do planeta.





Longe de pretender ser a ciência verdadeira, a abordagem exposta por Zózimo é bastante interessante e não se sabe porque seus estudos e conclusões ficaram ocultos tanto tempo, já que sua Alquimia Oculta em nada concorre com a Astrologia, mas completa-a de maneira bastante interessante.

Outros assuntos são tratados nessa obra até então desconhecida desse médico árabe anterior à Idade Média, desmistificando a noção ridícula que sempre esteve associada como o objetivo principal da Alquimia: a de que essa ciência buscava a pedra filosofal, ou seja, a pedra capaz de transformar materiais pobre ou ignóbeis em metais preciosos.

    
Qualquer aprendiz de mago sabe que isso é impossível. O profundo estudo realizado por aquele autor leva à conclusão de que a transmutação pretendida pela Alquimia visava a mudança do homem, seu aperfeiçoamento moral, físico, intelectual e espiritual a um nível considerando excelente, com a aplicação de Conhecimentos Herméticos já existentes naquela época.


Conhecimentos  que  passavam  pela  utilização dos metais, dos cristais, dos conhecimentos numerológicos, da cabala, da magia e de tantos outros conhecimentos que floresciam naquela época e que, no período da Idade Médica, foi simplesmente extirpado da face da terra e confinado em escuras e inacessíveis bibliotecas.Sem muitas pretensões, é o que trataremos neste manual.


A ALQUIMIA

A primeira dificuldade para quem deseja aprender alguma coisa sobre Alquimia é conseguir
passar pela verborragia e pelo palavreado hermético que sempre caracterizaram todos os textos sobre o assunto. Primeiro, com o objetivo de manter ocultos conhecimentos reservados apenas aos iniciados.


Segundo, porque o linguajar científico da época era esse mesmo e qualquer tradução para
o nosso vocabulário irá esbarrar nesse caráter científico contido nesse assunto.

Ridicularizam muitos o conteúdo da Alquimia antiga, afirmando que as iniciações eram
feitas através de rituais mágicos, iniciações de grande simbolismo e outras tantas práticas,destinadas a desencorajar os menos afoitos ou menos preparados para enfrentar toda a encenação que anunciavam.

Na realidade, as  iniciações podem ser comparadas hoje aos modernos vestibulares,onde
apenas poucos têm acesso a cursos tão disputados como qualquer um da Área Médica. E
quando se dizia antigamente que a Alquimia não era praticada pelo povo, mas pelos iniciados,isso em nada difere do que ocorre hoje em dia, quando a Medicina apenas é praticada pelos médicos e quem tentar fazer isso sem o competente diploma corre o risco de ser preso.

Assim, a Medicina atual é reservada a um tipo de iniciado.

Os alquimistas pesquisavam a natureza, analisando tudo que ela produzia e verificando
até que ponto isso podia ser útil ao homem. Não se pode descartar, no contexto da História da Humanidade, que um dos fatores decisivos para um salto na evolução do homem foi a
descoberta e a manipulação dos metais.

Por esse motivo, chamaram a atenção dos estudiosos e pesquisadores de todos os tempos,
que fizeram desse assunto o tema de seus estudos, estabelecendo as bases de   ciências como a Homeopatia, dedicando-se ao estudo das propriedades curativas dos
materiais presentes na natureza.

Tudo que não era aprovado pelas instituições da época, período em que a religião se tornou
um instrumento de poder e de dominação, impondo-se pelo terror, era condenado.

Quando se quer desestimular o consumo ou o uso de determinado produto, basta difamá-
lo e ridicularizá-lo, como forma de fazer com que perca o seu poder de atração.


Qualquer consumidor mais atento já deve ter percebido como, na guerra dos produtos de consumo, freqüentemente surgem denúncias de objetos estranhos encontrados dentro de embalagens herméticas e sujeitas ao rígido controle de qualidade.

Acreditar que entraram ali por magia, seria loucura. Acreditar que passaram por processos rigorosos de filtragem e conseguiram vencer obstáculos como microfuros e outros, é impossível.

A lógica nos leva a crer que isso foi acrescentado a posteriori, em outro local, ou na própria
indústria, com a conivência de algum empregado. Por melhores e mais convincentes que
sejam as explicações, a imagem sempre fica danificada por algum tempo, atingindo-se o
objetivo de quem pretendia fazer com que diminuísse o consumo do outro produto, para
aumentar o do seu.

Com a Alquimia, a Homeopatia, a Astrologia, para citar apenas algumas dessas ciências, o
mesmo aconteceu. Criando-se e divulgando-se o absurdo da busca do ouro através da magia,só se podia mesmo levar a Alquimia ao ridículo. Nesse processo, não foram poucos os envolvidos.


Por outro lado, é preciso que se diga que os próprios alquimistas, por muito tempo, fizeram questão de estimular esse mito, pois ele afastavam os curiosos e aqueles que, movidos pela
cobiça, pretendia tirar proveito dos estudos e conhecimentos já feitos.

O verdadeiro ouro obtido pela Alquimia estava a nível espiritual, elevando o homem gradualmente da sua condição de animal racional a um ser purificado e apto a entender os mais profundos mistérios do Universo.



A  linguagem  simbólica da Alquimia e seus símbolos eram tão abrangentes que
permitiam as interpretações mais diferentes possíveis, tudo absolutamente dentro daquilo que os alquimistas pretendiam, preservando, assim, o tesouro de suas descobertas.

Teorias  filosóficas  foram desenvolvidas, mostrando a evolução gradual do homem dentro da natureza e explicando o conceito do ouro buscado pelos alquimistas, tudo sem que se chagasse a um consenso, mas fomentando a confusão e as opiniões divergentes.

Enquanto isso, em suas oficinas e forjas, os alquimistas continuavam suas pesquisas,sinteti
-zando os elementos que viriam, mais tarde, compor as bulas de inúmeros medicamentos que auxiliaram homens e mulheres em todo o mundo.

Do  século VIII  ao  século XV, muitas importantes descobertas foram feitas pelos alquimistas, sendo que as mais importantes acabaram nem sendo divulgadas, pelo terror imposto naquele período, obrigando-os a esconder muitos desses importantes conhecimentos e manuscritos que jamais foram revelados à humanidade.

Dentre esses importantes pesquisadores, o mais famoso de todos foi, sem sombra de dúvidas, Theophrastus Bombastus von Hohenheim, um sábio suíço que ficou conhecido como Paracelso,que desenvolveu importantes pesquisas nos campos da astrologia, da alquimia e da metaloterapia.

Além dele, outra importante figura da Alquimia ficou conhecida como Conde Cagliostro,cujo
nome permanece ligado às mais diversas manifestações de conhecimento Esotérico,ocultista e hermético de sua época.

Para que os leitores tenham uma referência do que era essa linguagem simbólica utilizada
pelos alquimistas, é bastante ilustrativa a receita de uma receita milagrosa para a cura dos
males universais, escrita em termos alquímicos por Eugenius Philaletes, citado por Artur Edward Waite, em sua obra As Ciências Ocultas:"A décima parte de limo celestial, separando-se o masculino do feminino e cada um, após, de sua própria terra, fisicamente, sem qualquer violência.

Depois da separação, torne-se a uní-los nas devidas proporções harmônicas e vitais;imediatamente, a Alma, descendo da esfera piroplástica, restaurará, num abraço mirífico,seu corpo morto e vazio.

Proceda-se, então, de conformidade com a teoria mágica de Volcânico, até que ambos
atinjam a Quinta Rotação Metafísica. É este o medicamento de renome mundial, a respeito
do qual tantos já escreveram e, no entanto, tão poucos conhecem."


Com toda certeza, com uma receita dessas na mão, muito poucos iriam conseguir mesmo
fazer o tal medicamento. No entanto, atingia-se o objetivo da Alquimia, que era o de ser deixado em paz, enquanto fazia circular uma coisa como essas, fazendo todo mundo se debruçar em vão sobre a pseudo-receita, tentando penetrar no seu sentido, sem conseguí-lo.

Enquanto  isso, continuavam esses sábios abnegados realizando suas pesquisas e experiências, buscando retirar dos metais a força que eles sabiam havia sido deixada ali
pela
natureza, em sua sabedoria.

O  trabalho  realizado pelos alquimistas nada  tinha de misterioso nem se oculto,examinado
à luz dos conhecimentos atuais, quando sabemos que a indústria farmacêutica investe verdadeiras fortunas na pesquisa de novos medicamentos, a partir de materiais que estão aí, na natureza.

Não apenas o reino vegetal contribui decisivamente para essas pesquisas, como também o
reino mineral e o animal, pois esses últimos têm um papel de suma importância nesse processo.

Se os antigos alquimistas dispusessem de laboratórios médicos como os existentes
atualmente, com certeza teriam avançado muito em suas respectivas épocas. E se não tivesse que desenvolver seu trabalho de forma oculta, para fugir às perseguições,seguramente teriam avançado muito mais do que avançaram.


Acreditamos  que  uma  visão superficial do assunto foi importante para posicionar nossos leitores, pois o que se pretende com este Manual não é avançar nos simbolismo e no hermetismo da Alquimia, mas revelar, de forma prática e funcional, os avanços obtidos por esses cientistas do passado, criando terapias alternativas que, hoje, estão relegadas ao esquecimento.

O advento da Nova Era e o fim do milênio têm despertado nos homens, no entanto, a
necessidade de valorizar o que é natural e, por isso, capaz de equilibrar físico e espírito,sem
efeitos colaterais.

Além disso, os estudos ainda  inéditos no mundo, feitos por Zózimo, lançando os fundamentos da Metalologia serão apresentados aos leitores de forma igualmente prática e acessível, para que possa ser entendido e usado imediatamente.




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